Movimento Anticarcerário


Homo Criminalis

Caros, após algumas mudanças, a atualização do blog "Movimento Anticarcerário" será no http://antiblogdecriminologia.blogspot.com/. Alterei título e o domínio para fins de melhor localização na web.
Abraços
SC


Escrito por Salo de Carvalho às 17h03
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II Seminário Antiprisional

O Grupo de Amigos e Familiares de Pessoas em Privação de Liberdade, de Minas Gerais, organiza no início de agosto o II Seminário Antiprisional: Desconstruindo as Práticas Punitivas.

Importante iniciativa. O coletivo divulga suas idéias pelo blog: http://www.antiprisional.blogspot.com/.


Escrito por Salo de Carvalho às 16h37
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Yes, We Change!

Cansado das limitações do "uol blog", mudamos para o "blogspot". O blog, que está sendo gradualmente (re)dimensionado, não tratará (quase que) exclusivamente de temas penitenciários, mas de problemas criminológicos em geral, sob o título "Homo Criminalis" - http://homocriminalis.blogspot.com/.

Bueno, seguimos na luta!



Escrito por Salo de Carvalho às 14h00
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Notícia - Decisões do Judiciário Gaúcho Fomentam Discurso Separatista

PRESIDENTE ELEITO DO TRF-3 SUGERE FIM DO ESTADO DE RS

[Fonte: Conjur, dia 1º de julho de 2009]

 

 

O presidente eleito do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, desembargador Baptista Pereira, já tem pelo menos uma proposta conhecida: acabar com o estado do Rio Grande do Sul. Para o desembargador, melhor seria se o estado não fizesse parte do Brasil. Poderia ser do Uruguai, por exemplo. A sugestão foi dita em alto e bom som durante julgamento no último dia 16 de junho, enquanto ainda fazia parte do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo. Na ocasião, Pereira defendeu também que, em muitos casos, a Constituição não passa de um papel: há princípios nela que não podem ser cumpridos na prática.

As ideias do desembargador foram apresentadas quando o TRE-SP julgou se presos provisórios podem votar. Vale lembrar que este direito é garantido pela Constituição Federal. Para Baptista Pereira, no entanto, é mais um dos direitos da Constituição que não podem ser aplicados. “Aqueles que estão presos por ordem judicial, antes do período eleitoral, ou aqueles que são presos em flagrante durante esse período, não terão direito de voto. Não é inteligente fazer construção interpretativa do texto constitucional para garantir o direito de voto a presos”, disse.

A maioria do TRE votou contra o direito de voto aos presos provisórios. Pereira foi um dos seis juízes que apresentou fundamentações inovadoras para a não aplicação da Constituição ao caso. Só um juiz votou a favor do voto dos presos..

Para Pereira, o que se estava querendo no julgamento era dar “direito aos piores da sociedade, aos que estão presos. E quando o juiz manda um sujeito desses para a cadeia ou é crime de muita gravidade ou é reincidência, ainda que seja provisoriamente”. Foi nesse contexto que Baptista Pereira resolveu ironizar o estado do Rio Grande do Sul, conhecido por suas posições de vanguarda principalmente em matéria penal.

O presidente eleito do TRF-3 disparou: "O Rio Grande do Sul é uma maravilha. Se dependesse desse estado todos os problemas do país estariam resolvidos. Haja vista um colega lá, com quadrilha presa, mandou soltar porque não tinha vagas no presídio. É Direito Alternativo. Eles [magistrados] fazem do jeito que acham. Ah...se não fosse a Revolução Farroupilha... Se fizéssemos oposição a ela teríamos nos livrado do Rio Grande do Sul. Assim, o estado estaria hoje ao lado do Uruguai”.

Em seu voto, Baptista Pereira ainda apresentou uma tese contra a obrigatoriedade do voto, também prevista na Constituição. Para o desembargador, a tendência moderna do Direito Eleitoral é levar à facultatividade do voto. "A questão da obrigatoriedade é um fenômeno sociológico que não resistirá muitos anos mais nas sociedades modernas. Tudo aquilo que é chato é obrigatório e, geralmente, tem de ser feito por força da lei", completou, para arrematar: "Essa chatice obrigatória leva a população a votar em Jacaré, Biro-Biro e Enéas como forma de protesto”.

“Na verdade é o seguinte, eu não tiro do conceito esse direito de inclusão social dos presos. Eu não tiro isso. É por isso que nós temos a justificativa eleitoral. O voto é obrigatório, mas se eu não estiver no meu domicílio eleitoral, eu justifico. Mesmo se eu não justificar eu tenho três dias depois das eleições para justificar. Se eu não o fizer vou ser multado, pago a multa, estou quites outra vez”, registrou.

Ainda segundo o juiz, a lei permite uma série de situações que, na verdade, abrandam o rigorismo da chamada obrigatoriedade do voto eleitoral. “É dentro disso é que se construiu esse conceito (direito de voto para presos provisórios). A meu ver ele não é expresso. Ele é tirado de uma interpretação que, me desculpe, eu não comungo com ela.” Clique aqui para ler declarações de Baptista Pereira.

 

Presidência sob suspeição

Baptista Pereira foi eleito para a Presidência do TRF-3 no dia 2 de abril, mas ainda não assumiu o cargo por força de uma liminar dada pelo Supremo Tribunal Federal. A votação foi contestada pela desembargadora Suzana de Camargo, atual vice-presidente da corte e corregedora eleita do tribunal. Baptista Pereira é o líder do grupo da atual presidente Marli Ferreira. Suzana Camargo integra o grupo de oposição.

Suzana alega que Baptista Pereira não poderia ser escolhido para o cargo porque já exerceu mais de dois mandatos, num total de quatro anos seguidos na cúpula do TRF-3: foi corregedor e vice-presidente. A Lei Orgânica da Magistratura proíbe que desembargador fique na cúpula da corte por mais de quatro anos. Em seu artigo 102, a lei diz que: “Quem tiver exercido quaisquer cargos de direção por quatro anos, ou o de presidente, não figurará mais entre os elegíveis, até que se esgotem todos os nomes, na ordem de antiguidade. É obrigatória a aceitação do cargo, salvo recusa manifestada e aceita antes da eleição”.

 



Escrito por Salo de Carvalho às 14h08
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Notícia - Presídios RS

CARCEREIROS VÃO PARAR NO PRESÍDIO

[Fonte: ZH, 01.07.09]

Justiça manda prender oito agentes lotados na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc), denunciados por tortura a detentoA confiança dos gaúchos no sistema penitenciário sofreu um golpe ontem com a prisão de oito agentes da guarda interna da Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc).

Os funcionários públicos foram presos por volta do meio-dia, por policiais militares, a pedido do Ministério Público Estadual. Os agentes estão denunciados, pelos promotores, por tortura de um preso, fato que teria ocorrido em 5 de abril nas dependências da Pasc – a mais bem guarnecida prisão gaúcha. Um nono agente, diretor da Pasc, foi denunciado pelo mesmo crime, mas não teve a prisão solicitada e responderá em liberdade ao processo criminal. Os servidores do presídio também são investigados por suposto envolvimento na facilitação de ingresso de celulares na penitenciária, aparelhos que acabam parando nas mãos dos presos. Essa investigação ainda está em andamento.

A onda de prisões de ontem é uma das maiores envolvendo servidores penitenciários. A solicitação de prisão preventiva dos servidores da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) partiu do promotor Gilmar Bortolotto – que atua na fiscalização do sistema penitenciário – e foi aceita pela Justiça Criminal de Charqueadas. Os agentes foram presos após serem convocados para explicações ao Ministério Público. Após receberem voz de prisão, foram enviados ao Presídio Central de Porto Alegre.

A investigação feita pelo Ministério Público (MP) foi baseada nas informações de um presidiário ao Judiciário, que realiza faxinas na Pasc. Ele afirma ter sido torturado com pancadas e socos na manhã de 5 de abril (um domingo), por suspeita de estar envolvido no leva e trás de celulares para outros detentos. Para acobertar os sinais do espancamento, os agentes teriam invertido a situação e declararam, num boletim de ocorrência policial, ter reagido a agressões praticadas pelo preso.

 

Diretor da Pasc foi denunciado por omissão

O detento foi levado pelos próprios agentes à Penitenciária Modulada de Charqueadas, para ser medicado. O médico perguntou o que havia acontecido, e o apenado disse que tinha se machucado ao cair na cela. Dias depois um e-mail chegou à Susepe, afirmando que um preso teria sido espancado. O detento foi para o Departamento Médico Legal, na Capital, e disse que tinha sofrido uma queda.

Cópia do e-mail chegou à RBS TV e foi repassado ao juiz Sidinei Brzuska, fiscal dos presídios da Região Metropolitana. Brzuska mandou transferir o preso para a Penitenciária Estadual do Jacuí (PEJ) e foi lá interrogá-lo. Convencido pelo juiz, o preso prestou depoimento ao MP, relatando, desta vez, que tinha sido espancado. O MP ouviu funcionários da Pasc, médicos e monitorou os agentes, chegando à conclusão de que eles teriam combinado o que diriam em depoimento.

Os oito carcereiros foram denunciados por tortura e também por falsidade ideológica. Eles teriam forjado anotações no livro de registro da Pasc, relatando que encontraram 11 celulares no armário da faxina onde o preso guardava seu material de limpeza. O diretor da Pasc foi denunciado por omissão. O juiz criminal de Charqueadas, Diego Magoga Conde, decretou a prisão preventiva dos oito agentes.

 

 

 

 

[Imagem PASC] 

 

 

Governadora Yeda Crusius defendeu o Presídio Central

Um outro flanco das investigações do MP é a suspeita de ingresso irregular de celulares nos presídios. Eles seriam vendidos a presos por agentes penitenciários por até R$ 2 mil, conforme testemunhos e gravações obtidos pelos promotores.

O esquema seria feito em duas etapas: servidores encarregados de fazer apreensões de telefones nas galerias do presídio seriam suspeitos de negociar os aparelhos com presos de facções que ocupam outras galerias. O atual superintendente da Susepe, Mario Santa Maria Junior, informou ontem a Zero Hora que assumiu há poucos dias o cargo e desconhece determinações anteriores do Judiciário. Prometeu, no entanto, providências imediatas para coibir o ingresso dos telefones nas prisões.

Os presídios gaúchos foram tema ontem do balanço de gestão feito pela governadora Yeda Crusius. Ela defendeu o Presídio Central:

– Fui lá e vi galerias pintadas, não vi problemas de vazamento e nem grandes problemas de infraestrutura. Não acredito que o Presídio Central seja o pior do Brasil – disse Yeda.

 

 

 

 

[Imagens PCPA]

 



Escrito por Salo de Carvalho às 08h40
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